CONSTITUIÇÃO FEDERAL DO BRASIL
Constituição da República Federativa do Brasil de 1988.
Artigo 104
O Superior Tribunal de Justiça compõe-se de, no mínimo, trinta e três Ministros.
Parágrafo único. Os Ministros do Superior Tribunal de Justiça serão nomeados pelo Presidente da República, dentre brasileiros com mais de trinta e cinco e menos de setenta anos de idade, de notável saber jurídico e reputação ilibada, depois de aprovada a escolha pela maioria absoluta do Senado Federal, sendo: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 122, de 2022)

I - um terço dentre juízes dos Tribunais Regionais Federais e um terço dentre desembargadores dos Tribunais de Justiça, indicados em lista tríplice elaborada pelo próprio Tribunal;

II - um terço, em partes iguais, dentre advogados e membros do Ministério Público Federal, Estadual, do Distrito Federal e Territórios, alternadamente, indicados na forma do art. 94.


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ARTIGOS
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Resumo Jurídico

Artigo 104 da Constituição Federal: O Papel Fundamental da Advocacia Pública

O artigo 104 da Constituição Federal estabelece as bases para a atuação da Advocacia Pública no Brasil, um ramo essencial do serviço público dedicado à defesa dos interesses do Estado e do bem comum. Compreender este artigo é fundamental para entender a organização jurídica e a proteção dos direitos coletivos em nosso país.

O que diz o Artigo 104?

Em sua essência, o artigo 104 define quem são os membros da Advocacia Pública. Ele determina que:

  • Os advogados da União, os procuradores federais, os procuradores da Fazenda Nacional e os advogados da Advocacia-Geral da União são os membros da Advocacia Pública da União.

Essa redação, embora direta, carrega um peso significativo para a administração pública e para a sociedade.

Desvendando os Termos e sua Importância:

Vamos detalhar cada um dos cargos mencionados para uma compreensão mais clara:

  • Advocacia-Geral da União (AGU): É o órgão máximo da Advocacia Pública federal. Sua função principal é a representação judicial e extrajudicial da União, a consultoria e o assessoramento jurídico do Poder Executivo federal. A AGU atua como a "advogada" do governo, defendendo seus atos e interesses perante o Poder Judiciário e outros órgãos.

  • Advogados da União: Integram a estrutura da AGU e têm como atribuição a representação judicial e extrajudicial da União em diversas matérias. Eles atuam em causas de interesse federal, garantindo que os direitos e obrigações da União sejam devidamente defendidos.

  • Procuradores Federais: São responsáveis pela representação judicial e extrajudicial de autarquias e fundações públicas federais. Isso significa que eles defendem entidades como o INSS, o IBAMA, a ANVISA, entre outras, em processos judiciais e em questões legais diversas.

  • Procuradores da Fazenda Nacional: Têm a função primordial de representar judicial e extrajudicialmente a União em causas de natureza tributária e fiscal. Eles atuam na cobrança de dívidas tributárias, na defesa do Fisco em litígios e na recuperação de créditos para o Estado.

Qual a Finalidade da Advocacia Pública?

A existência dessas carreiras, conforme previsto no artigo 104, visa garantir:

  1. Representação Judicial e Extrajudicial do Estado: A Advocacia Pública é a responsável por defender os interesses da União, suas autarquias e fundações em todos os âmbitos. Isso inclui desde a atuação em processos judiciais até a negociação de acordos e a orientação jurídica em atos administrativos.

  2. Consultoria e Assessoramento Jurídico: Os membros da Advocacia Pública oferecem suporte jurídico qualificado aos gestores públicos, auxiliando na tomada de decisões e na elaboração de atos normativos e administrativos, sempre com o objetivo de garantir a legalidade e o interesse público.

  3. Defesa do Patrimônio Público e do Interesse Social: Ao defender a União, suas autarquias e fundações, a Advocacia Pública, em última instância, protege o patrimônio público e zela pelo cumprimento das leis, contribuindo para a ordem jurídica e o bem-estar social.

  4. Controle de Legalidade: A atuação desses profissionais contribui para a garantia de que as ações do Estado estejam em conformidade com a Constituição e as leis, atuando como um importante mecanismo de controle e prevenção de irregularidades.

Em suma, o artigo 104 da Constituição Federal é um pilar fundamental para o funcionamento do Estado Democrático de Direito, assegurando que a União e suas entidades sejam devidamente representadas e assessoradas juridicamente, garantindo assim a defesa do interesse público e a segurança jurídica.